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  • Chuvas intensas reforçam a importância de proteger casas, veículos e vidas

    As chuvas intensas fazem parte do ciclo climático, mas, quando ocorrem de forma volumosa e concentrada, podem provocar consequências que vão muito além dos transtornos no trânsito. Alagamentos, enchentes, enxurradas, deslizamentos de terra e vendavais estão entre os eventos que ameaçam a segurança da população, comprometem a infraestrutura urbana e geram prejuízos para famílias, empresas e poder público. Diante desse cenário, a prevenção e o conhecimento sobre as formas de proteção patrimonial ganham importância para reduzir os impactos e facilitar a recuperação após os temporais. Entre os danos mais comuns estão os provocados em imóveis residenciais e comerciais. A água pode invadir casas, apartamentos e estabelecimentos, atingindo móveis, eletrodomésticos, documentos, equipamentos eletrônicos e outros bens. A depender da intensidade e da duração da chuva, também podem ocorrer comprometimentos em telhados, paredes, pisos, instalações elétricas e estruturas, além do surgimento de infiltrações, mofo e problemas de umidade. Em situações mais graves, a destruição parcial ou total de uma residência pode obrigar famílias a deixar seus lares, gerando despesas com hospedagem, reparos e reposição de bens. Para Gustavo Bentes, Presidente do Sincor-MG, a proteção do patrimônio começa com a avaliação dos riscos e a escolha de coberturas compatíveis com as necessidades de cada família. “O seguro residencial é uma ferramenta importante para quem deseja proteger a própria casa diante de imprevistos. As chuvas podem causar danos que comprometem anos de investimento, desde a perda de móveis e eletrodomésticos até problemas estruturais. Por isso, é fundamental que o consumidor conheça as coberturas disponíveis, verifique se os eventos climáticos estão contemplados na apólice e conte com a orientação de um corretor de seguros para contratar uma proteção adequada ao seu imóvel”, afirma. A preocupação com a proteção da residência também está relacionada ao impacto que um evento climático pode provocar na rotina das famílias. “Quando uma situação como essa acontece, percebemos o quanto somos vulneráveis diante da força da natureza. Os impactos vão muito além das perdas materiais: envolvem insegurança, abalo emocional e, muitas vezes, um grande desafio financeiro para reconstruir a rotina”, destaca Sanya Carraro, gerente regional Leste e Norte de Minas da Porto Seguro. Os veículos também estão entre os patrimônios mais expostos aos efeitos das chuvas. A elevação do nível da água nas vias pode atingir carros, motocicletas e caminhões estacionados ou em circulação, provocando danos ao motor, aos sistemas elétricos, à parte interna e à carroceria. Enxurradas podem arrastar automóveis, enquanto quedas de árvores, muros e estruturas podem causar avarias de grande proporção. Além do prejuízo financeiro, a tentativa de atravessar áreas alagadas representa um risco à vida dos ocupantes, especialmente quando a profundidade da água, a força da correnteza ou as condições da via não podem ser avaliadas com segurança. Nesse contexto, o seguro automóvel pode representar uma alternativa de proteção financeira diante de determinados danos provocados pelas chuvas, sempre de acordo com as coberturas previstas na apólice. “O seguro automóvel pode ser importante para reduzir os impactos financeiros causados por situações como alagamentos, enchentes, quedas de árvores e outros eventos que podem provocar danos ao veículo. Por isso, é fundamental que o motorista conheça as coberturas contratadas e avalie se elas são adequadas aos riscos aos quais está exposto no dia a dia. Ter essa proteção significa estar mais preparado para lidar com imprevistos e evitar que um episódio climático transforme uma situação emergencial em um prejuízo ainda maior”, explica Sanya. Os impactos dos temporais também alcançam a infraestrutura das cidades. Ruas e avenidas podem ficar interditadas, pontes e estradas podem ser danificadas, e a queda de árvores ou postes pode interromper o fornecimento de energia elétrica e os serviços de comunicação. A água acumulada favorece a deterioração do pavimento, compromete a mobilidade e pode atingir hospitais, escolas, comércios e empresas. Para os empreendimentos, os prejuízos podem incluir a paralisação das atividades, a perda de estoques, equipamentos e documentos, além dos custos necessários para retomar a operação. Em situações de enchentes e deslizamentos, o risco à integridade física das pessoas se torna ainda mais grave. A força da água pode provocar afogamentos, quedas e acidentes, enquanto a movimentação de encostas pode atingir moradias e vias de acesso. A queda de árvores, a ruptura de estruturas e o contato com instalações elétricas danificadas também representam ameaças. Por isso, a orientação é que a população acompanhe os alertas meteorológicos e da Defesa Civil, evite áreas de risco e não tente atravessar locais alagados ou com correnteza. Em caso de emergência, a prioridade deve ser a preservação da vida e o acionamento dos serviços de socorro. Além da proteção do patrimônio, o planejamento financeiro diante dos riscos climáticos deve considerar a segurança e o futuro das famílias. O seguro de vida oferece proteção financeira aos beneficiários em caso de falecimento do segurado, conforme as coberturas contratadas, e pode incluir garantias adicionais para situações como invalidez ou doenças graves. Embora não impeça acidentes ou os efeitos de um temporal, esse tipo de seguro pode contribuir para a estabilidade financeira dos dependentes diante de uma perda inesperada. A proteção financeira, nesse caso, também está relacionada à preparação para situações que podem alterar repentinamente a rotina familiar. “Os impactos vão muito além das perdas materiais e podem representar um grande desafio financeiro para reconstruir a rotina. Por isso, pensar na proteção com antecedência é também uma forma de planejamento e cuidado com o futuro”, afirma Sanya. A prevenção também envolve atitudes simples no dia a dia. A manutenção de telhados, calhas, ralos e sistemas de drenagem pode ajudar a evitar o acúmulo de água e reduzir infiltrações. A limpeza de áreas externas, a poda preventiva de árvores quando necessária e a verificação das instalações elétricas contribuem para a segurança. Em regiões sujeitas a alagamentos, é recomendável manter documentos e objetos importantes em locais elevados, acompanhar os avisos oficiais e ter um plano de saída para situações de emergência. No caso de veículos, a orientação é evitar estacionar em áreas historicamente afetadas por enchentes e nunca tentar trafegar por uma via coberta pela água. O planejamento deve envolver também a análise das condições da apólice. A leitura das coberturas, exclusões, limites de indenização, franquias e procedimentos de comunicação de sinistro permite que o consumidor compreenda o alcance da proteção contratada. Em caso de dúvida, o corretor de seguros pode esclarecer as condições e indicar alternativas adequadas ao perfil de cada cliente. É justamente nesse processo de avaliação e planejamento que o corretor de seguros pode exercer um papel importante. “O papel do corretor de seguros é fundamental. Ele está próximo da população, conhece a realidade dos seus clientes e pode orientar sobre os riscos, a importância da prevenção e as alternativas de proteção mais adequadas para cada necessidade. Falar de seguro é falar de planejamento, cuidado e preparação”, destaca Sanya. O seguro não elimina os riscos de um temporal, mas pode contribuir para diminuir o impacto financeiro de determinados danos e oferecer suporte na reconstrução do patrimônio. A preparação para o período de chuvas depende, portanto, de uma combinação entre prevenção, informação e proteção adequada. Ao avaliar os riscos de sua residência, veículo e estrutura familiar, o consumidor amplia a capacidade de enfrentar imprevistos e reduz a vulnerabilidade diante de eventos que podem causar perdas significativas. A orientação profissional permite compreender as alternativas disponíveis e tomar decisões alinhadas às necessidades de cada pessoa, sem deixar a proteção para depois que o problema acontece. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/chuvas-intensas-reforcam-a-importancia-de-proteger-casas-veiculos-e-vidas/?_gl=1*1cwfmks*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3OTAyNDU0NDckbzEkZzEkdDE3OTAyNDU0NjMkajQ0JGwwJGgw

  • Antes que o risco aconteça: educação é caminho para uma cultura de proteção

    Em um país onde 80,9% das famílias brasileiras declararam ter algum tipo de dívida, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a educação financeira ganha relevância não apenas para o controle do orçamento mensal, mas também para a construção de um futuro financeiro mais equilibrado. Diante deste cenário, entidades do mercado de seguros vêm desenvolvendo projetos que buscam levar esses conceitos de forma mais simples para diferentes públicos. Um deles é EducaSeguro, uma parceria entre o Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (SindsegNNE) e o Sincor-PB, criado em 2024. A iniciativa visa utilizar a literatura de cordel, um gênero literário popular composto por poemas impressos em pequenos folhetos, marcados por rimas, métrica rigorosa e forte apelo à oralidade, como uma ferramenta pedagógica para aproximar o universo dos seguros à realidade dos alunos. Emerita Lyra, diretora executiva do Sindsegnne, detalha que a educação sempre foi um pilar importante para a entidade, especialmente quando a escola é um dos ambientes capazes de formar hábitos e conhecimentos para o futuro. De acordo com ela, foi apresentado um projeto voltado à educação securitária para crianças, desenvolvido como trabalho de conclusão da pós-graduação por uma das diretoras do Sincor/PB, Claudia Helena Oliveira, e considerado uma iniciativa importante para receber o apoio das duas entidades. “Depois de algumas reuniões, chegamos à conclusão de que contar histórias sobre proteção por meio da literatura de cordel seria uma forma lúdica e acessível de chegar às crianças, ao mesmo tempo em que valorizaria a cultura e a produção artística local”, detalha. Com a participação do cordelista Merlânio Maia, conhecido como Tio Cordel, responsável por escrever as histórias, compor músicas para cada uma delas e realizar as apresentações nas escolas, o projeto foi autorizado pela Secretaria de Educação de João Pessoa e teve início no segundo semestre de 2025. A ideia, segundo Emerita, não é transformar as crianças em especialistas em seguros: é despertar uma mentalidade de prevenção, responsabilidade e planejamento. “Ao introduzir esses conceitos de forma leve e adequada à idade, contribuímos para formar adultos mais conscientes sobre riscos, prevenção e proteção”, destaca. Além de contribuir para a formação desses futuros adultos, o projeto também pode gerar impactos no presente. Para a diretora executiva do SindsegNNE, as crianças costumam compartilhar em casa as experiências positivas que vivenciam na escola e, por isso, podem ser importantes multiplicadoras de conhecimento. “Todas as crianças participantes recebem um exemplar do cordel para levar para casa e compartilhar com suas famílias. A história pode despertar uma pergunta, apresentar um novo conceito ou simplesmente criar uma oportunidade de conversa. Uma criança pode, por exemplo, perguntar aos pais se a casa tem seguro ou o que aconteceria se algo inesperado ocorresse com o carro ou com a residência”, explica. Para Emerita, esse diálogo é muito importante porque transforma a educação securitária em algo vivo e próximo da realidade das famílias. “É uma forma de fazer o conhecimento circular: da escola para a criança e da criança para a família”, afirma. Outro elemento do projeto ajuda a aproximar a discussão do papel do corretor, que aparece em todas as histórias por meio de uma personagem que representa a sabedoria: a Dona Coruja. “É ela quem apresenta a proteção como uma possibilidade de solução para os problemas enfrentados pelos demais personagens quando se encontram em situações de vulnerabilidade”, detalha. “Com isso, queremos reforçar que o corretor de seguros exerce um papel que vai muito além da comercialização de uma apólice. Ele é um profissional que ajuda as pessoas a compreender seus riscos, identificar suas necessidades e encontrar formas adequadas de proteção”, completa Emerita. Também voltado para o ambiente escolar, o SindSeg MG/GO/MT/DF criou, em 2009, o Seguro na Escola, em que o principal objetivo é construir, desde cedo, uma cultura de prevenção, segurança e proteção. A iniciativa já alcançou mais de 100 mil estudantes, por meio de aproximadamente 4 mil oficinas pedagógicas, realizadas em 26 cidades mineiras. Ao CQCS, Claudia Perdigão, superintendente Executiva do Sindseg MG/GO/MT/DF, pontua que a fase escolar é muito importante porque é justamente quando muitos valores, hábitos e comportamentos começam a ser formados. “Quando o jovem aprende a pensar sobre risco, prevenção e planejamento antes mesmo de ter sua própria renda, patrimônio ou responsabilidades familiares, ele chega à vida adulta mais preparado para fazer escolhas conscientes”, analisa. É dessa forma que o Seguro na Escola atua: estimulando os jovens a refletirem sobre os riscos que enfrentam e sobre a importância de tomar decisões mais seguras e responsáveis. “Um conceito importante trabalhado nas oficinas é que o seguro não elimina os riscos, mas ajuda as pessoas a se prepararem para eventuais perdas e a preservarem sua capacidade de seguir em frente”, observa Claudia. A superintendente Executiva do Sindseg MG/GO/MT/DF explica que a reflexão não termina nas oficinas realizadas. Ao final delas, os estudantes são convidados a participar do Concurso Cultural de Redação “Ser Jovem Seguro”, que estimula cada jovem a traduzir, com suas próprias palavras, o que aprendeu e como enxerga a proteção em sua vida. “O concurso também reconhece esse envolvimento por meio de premiações para os estudantes e para a escola vencedora, reforçando o engajamento e valorizando a participação dos jovens. O programa está em sua 15ª edição, e o investimento durante o período foi de R$ 1,78 milhão e mais de R$ 370 mil em prêmios”, explica. Assim como no EducaSeguro, o corretor também tem um papel importante no Seguro na Escola e na continuidade do processo de gestão de riscos e educação financeira e securitária. “A escola planta a cultura da prevenção e o corretor ajuda essa cultura a acompanhar o indivíduo ao longo da vida adulta. O Seguro na Escola não ensina o jovem a comprar seguro. Ele ensina o jovem a pensar em proteção”, evidencia Claudia. A educação securitária, porém, não se limita ao indivíduo. Se nas escolas a proposta é formar cidadãos mais conscientes sobre planejamento e proteção, outra iniciativa procura levar esse debate para quem administra recursos e serviços que afetam comunidades inteiras. É o caso do Cidades Protegidas, iniciativa desenvolvida pelo Sincor-MG que visa levar a cultura de prevenção, gestão de riscos e proteção do orçamento público às prefeituras e administrações municipais. Gustavo Bentes, presidente da entidade, avalia que parte desse desafio está relacionada a barreiras socioculturais e educacionais que ainda cercam o mercado de seguros no Brasil. Para ele, a transformação desse cenário passa pela conscientização financeira e pelo fortalecimento do papel consultivo, e a iniciativa surge para qualificar esse debate. Neste ano, o projeto Cidades Protegidas percorrerá todas as regiões de Minas Gerais, com atividades previstas entre abril e outubro em municípios como Belo Horizonte, Ipatinga, Governador Valadares, Montes Claros, Juiz de Fora, Varginha, Uberaba e Uberlândia. A iniciativa reforça a atuação do Sincor-MG na aproximação entre o mercado de seguros e o poder público, com foco em soluções que contribuam para a segurança e o desenvolvimento dos municípios. “A cultura financeira brasileira foi historicamente moldada por períodos de hiperinflação e instabilidade, priorizando a sobrevivência imediata, em detrimento do planejamento de médio e longo prazo”, ressalta. “Como o seguro é uma solução intangível cujo valor só se concretiza diante de um imprevisto, muitos o enxergam apenas como um custo sem retorno”, acrescenta. Bentes também acredita que a comunicação é falha devido ao excesso de jargões técnicos, que afastam o consumidor comum e que geram desconfiança sobre a efetividade da cobertura. “Quando a pessoa compreende que o seguro não é um custo, mas um mecanismo de transferência de risco, a percepção muda. Ele deixa de ser uma despesa para se tornar o alicerce que garante a continuidade da renda familiar e a preservação da sucessão patrimonial”, diz. Frente a isso, o corretor ocupa uma posição essencial. Segundo o presidente do Sincor-MG, o corretor evoluiu de um mero intermediário de apólices para um consultor de proteção pessoal e sucessória. “Seu papel é fundamental em mapear as vulnerabilidades financeiras específicas de cada família ou empresa. [É um] protagonista em simplificar termos contratuais e alinhar expectativas reais de cobertura. [Além disso] tem ainda a fundamental atuação em acompanhar o cliente nos momentos mais delicados, garantindo a liquidez e a tranquilidade prometidas na contratação”, finaliza Bentes. As três iniciativas partem de públicos diferentes, mas chegam a uma mesma questão: a proteção tende a ser mais efetiva quando o risco é discutido antes de se transformar em perda. Mais do que ensinar a lidar com o dinheiro, os projetos estimulam o planejamento, a prevenção e a capacidade de reconhecer e administrar riscos. Em um cenário marcado pelo endividamento das famílias brasileiras e por uma percepção ainda limitada sobre o papel do seguro, ampliar esse conhecimento pode ajudar a mudar a relação da sociedade com a proteção, priorizando a prevenção antes que os riscos se transformem em prejuízos. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/antes-que-o-risco-aconteca-educacao-e-caminho-para-uma-cultura-de-protecao/?_gl=1*1rv608g*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3OTAwNzI5MzEkbzEkZzEkdDE3OTAwNzI5OTkkajYwJGwwJGgw

  • Classe C domina seguro auto e revela novo perfil do consumidor brasileiro

    A classe C já representa 41% dos segurados de automóveis no Brasil, segundo levantamento inédito da Comissão de Inteligência de Mercado da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O dado reforça uma mudança no perfil do consumidor do seguro auto, que passa a reunir diferentes níveis de renda, necessidades e expectativas em relação à proteção do veículo. O estudo aponta ainda que 29% dos segurados têm entre 36 e 45 anos, enquanto outros 26% estão na faixa de 46 a 55 anos. Em relação ao valor dos veículos, 46% dos automóveis segurados valem até R$ 70 mil e outros 27% estão entre R$ 71 mil e R$ 100 mil, indicando forte presença de modelos de entrada e intermediários na carteira. A transformação no perfil do consumidor também é percebida pelo Grupo HDI e vem influenciando a evolução da estratégia de produtos e serviços da companhia. Carla Oliveira, diretora de Produto Auto do Grupo HDI, avalia que a diversificação da base exige alternativas capazes de atender diferentes necessidades, formas de utilização do veículo e capacidades de investimento. “Esse cenário reforça a importância de oferecer diferentes combinações de coberturas, serviços e faixas de preço, ampliando as possibilidades de acesso ao seguro auto. A estratégia multimarcas do Grupo HDI está alinhada a esse movimento, com propostas de valor complementares que permitem atender diferentes perfis de consumidores.” A executiva destaca que a estratégia multimarcas reúne Yelum, HDI e Aliro em propostas distintas. A Aliro, por exemplo, trabalha com uma oferta mais enxuta, contratação simplificada e foco em custo-benefício, enquanto Yelum e HDI possuem portfólios mais amplos de coberturas, serviços e possibilidades de personalização. A composição da carteira também evidencia a diversidade desse público. De acordo com Carla, há predominância de condutores entre 36 e 55 anos, além de participação relevante de motoristas acima de 61 anos. A distribuição por gênero é relativamente equilibrada, com aproximadamente 43% de mulheres e 56% de homens. Para a diretora de Produto Auto do Grupo HDI, os números reforçam que diferentes consumidores podem ter expectativas bastante distintas mesmo quando pertencem à mesma faixa etária ou possuem veículos de valores semelhantes. “Esses dados mostram que não existe um único perfil de segurado ou uma única expectativa em relação ao seguro. Há consumidores que priorizam uma proteção mais ampla, com maior variedade de serviços e possibilidades de personalização, enquanto outros buscam uma solução mais objetiva, adequada às suas necessidades e ao orçamento disponível.” Essa segmentação também influencia a experiência oferecida ao cliente. Contratação, atendimento, comunicação, regulação de sinistros, renovação e pós-venda passaram a ter peso maior na percepção de valor do segurado, ampliando o desafio das empresas para além da simples oferta de coberturas. O consumidor também está mais informado e exigente, aumentando a demanda por praticidade, agilidade e clareza na relação com as seguradoras. Carla Oliveira aponta que a simplificação da jornada deve acompanhar a diversificação dos produtos, especialmente em processos que tradicionalmente envolvem linguagem técnica e diferentes etapas. “Processos excessivamente complexos, linguagem técnica e etapas pouco intuitivas podem dificultar a compreensão do produto e comprometer a experiência do cliente. Por isso, a evolução do setor passa não apenas pela ampliação do portfólio, mas também pela capacidade de tornar a jornada mais simples, eficiente e transparente.” Nesse cenário, o corretor de seguros mantém uma função relevante na orientação do consumidor. Em um mercado mais segmentado, a atuação consultiva pode ajudar o cliente a compreender as alternativas disponíveis e identificar a proteção mais adequada ao seu perfil. A tecnologia também tende a contribuir para essa personalização. Inteligência artificial, automação e análise de dados aparecem entre as ferramentas que podem apoiar as seguradoras na identificação de diferentes padrões de consumo, hábitos de mobilidade e necessidades de proteção. Para o Grupo HDI, essa transformação reforça a importância de combinar tecnologia, diversidade de produtos e proximidade com o mercado. No último ano, a companhia superou R$ 15 bilhões em prêmios emitidos e ultrapassou R$ 10 bilhões no segmento Auto. A perspectiva é de que o consumidor continue buscando soluções cada vez mais alinhadas ao próprio momento de vida e aos hábitos de mobilidade. Para Carla, a evolução do mercado estará relacionada à capacidade de oferecer diferentes alternativas de proteção sem perder de vista a experiência ao longo de toda a jornada. “Em vez de buscar apenas um produto padronizado, o segurado tende a valorizar soluções que considerem seu momento de vida, seus hábitos de mobilidade e o nível de proteção que deseja contratar. A relação com a seguradora não termina na contratação: atendimento, comunicação, regulação de sinistros, renovação e pós-venda são elementos fundamentais para a percepção de valor e para a construção de relacionamentos de longo prazo.” FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/classe-c-domina-seguro-auto-e-revela-novo-perfil-do-consumidor-brasileiro/?_gl=1*7xs8af*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODk2NDE3MDkkbzEkZzEkdDE3ODk2NDE3MjgkajQxJGwwJGgw

  • Senado aprova novo marco do seguro rural; texto aguarda sanção presidencial

    O Senado aprovou o projeto que reformula as regras do seguro rural e busca ampliar a proteção financeira dos produtores diante de secas, enchentes e outros eventos capazes de comprometer a safra. O PL 2.951/2024, aprovado no plenário do Senado no último dia 3, agora aguarda sanção presidencial. Uma das principais mudanças que o projeto aprovado promove para o produtor está na integração entre seguro e crédito rural. As operações amparadas por apólices (contrato de seguro) poderão ter taxas de juros, prazos e limites diferenciados, além de prioridade no acesso ao financiamento — inclusive em pedidos de prorrogação ou renegociação da dívida. Na prática, o seguro rural integrará o conjunto de garantias das operações de crédito rural. A instituição financeira poderá exigir cláusulas específicas na apólice, como a cessão fiduciária dos direitos e das indenizações e sua indicação como primeira beneficiária em caso de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato). O seguro também deverá ser contratado com seguradoras que atendam a requisitos mínimos de capacidade econômico-financeira, que ainda serão definidos em regulamento. Na avaliação da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), a integração entre seguro e crédito tende a reduzir os riscos tanto para quem produz quanto para quem financia a atividade. Se uma perda climática afetar a colheita, a indenização pode ajudar a preservar a capacidade de pagamento do produtor e diminuir a possibilidade de inadimplência, favorecendo a concessão de novos recursos ao setor. Novos prazos e subvenção O texto também estabelece prazos para a regulação e a liquidação dos sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro). A seguradora terá até 15 dias, contados do aviso, para regular os casos que não dependam da colheita, do corte ou da liberação da área segurada para vistoria presencial. Já a liquidação do sinistro deverá ocorrer em até 30 dias após a entrega dos documentos exigidos ou, quando necessária, a realização da vistoria, o que ocorrer por último. Outro ponto relevante é a tentativa de dar maior previsibilidade à subvenção ao prêmio — valor cobrado pela seguradora pela contratação da cobertura — do seguro rural. Por esse mecanismo, o governo arca com parte desse custo, reduzindo o desembolso do produtor. O projeto proíbe o contingenciamento ou bloqueio dessas despesas e torna obrigatória sua execução orçamentária. Essa execução obrigatória, porém, ficará limitada ao montante destinado à subvenção no projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo Executivo ao Congresso. As despesas também estarão condicionadas à adoção das medidas de compensação exigidas pela legislação fiscal. Fundo de Catástrofe e resseguro O projeto ainda reformula o chamado Fundo de Catástrofe, previsto em lei desde 2010, mas que não entrou em funcionamento por falta de regulamentação e de aportes contínuos, de acordo com a Agência Senado. O fundo terá como objetivo oferecer cobertura suplementar aos riscos do seguro rural e poderá recorrer ao resseguro e a instrumentos ligados ao mercado de capitais. Entre as possibilidades previstas estão a aquisição de Letras de Risco de Seguro (LRS) e a cessão ou venda de riscos para Sociedades Seguradoras de Propósito Específico. O resseguro funciona como o “seguro das seguradoras”, permitindo que as companhias transfiram parte dos riscos assumidos nas apólices para empresas especializadas. Para o diretor de Relações Institucionais da CNseg, Hailton Madureira, o seguro rural é um instrumento fundamental para garantir a segurança da produção agropecuária, proteger o produtor diante dos riscos climáticos e dar estabilidade ao abastecimento de alimentos. “Ao termos um marco legal que aumente a estabilidade do orçamento de subvenção ao seguro, o poder público fortalece a competitividade do campo, estimula investimentos e contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro”, diz. A aprovação ocorre após uma forte redução da parcela da produção protegida. Segundo a CNseg, a área agrícola segurada chegou a 16,3% em 2021, mas a projeção para 2025 apontava uma participação de apenas 2,3%, em meio ao bloqueio de recursos da subvenção e à volatilidade dos preços das coberturas. Para a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a aprovação representa um avanço ao ampliar a participação privada e abrir espaço para novas formas de transferência de risco. “A aprovação do PL 2.951/2024 representa apenas a primeira etapa desse processo. Os benefícios previstos dependerão da efetiva regulamentação da lei”, diz a entidade em nota. Segundo a federação, a regulamentação deverá garantir segurança jurídica, estimular a participação do setor privado e viabilizar os instrumentos previstos na legislação. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/senado-aprova-novo-marco-do-seguro-rural-texto-aguarda-sancao-presidencial/?_gl=1*fgnrsx*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODk0NjcyMTMkbzEkZzEkdDE3ODk0NjcyMjEkajUyJGwwJGgw

  • Eventos climáticos extremos expõem lacunas na proteção das empresas, alerta Alper

    A Alper Seguros alerta para uma “lacuna bilionária” na proteção das empresas brasileiras diante do avanço dos eventos climáticos extremos. Com a previsão de um El Niño de forte intensidade entre setembro e outubro de 2026, a corretora chama atenção para um problema que vai além dos danos físicos: empresas podem manter seus imóveis intactos e, ainda assim, sofrer grandes perdas financeiras por causa da paralisação das operações e de impactos nas cadeias de suprimentos. Segundo Fábio Ursaia, SVP de Riscos Corporativos e Resseguros da Alper Seguros, enchentes, secas prolongadas e ondas de calor deixaram de ser exceções e passaram a fazer parte da agenda permanente de gestão de riscos das organizações. Para ele, o desafio agora é transformar essa percepção em preparação efetiva. “O evento climático não é mais o risco. O risco está em continuar tratando como imprevisível algo que já sabemos que vai acontecer. A pergunta não deveria ser se a empresa sofrerá algum impacto climático relevante nos próximos anos, mas quão preparada ela estará quando isso ocorrer”, afirma. Um dos principais pontos levantados pela Alper está na diferença entre proteger o patrimônio físico e proteger a capacidade de geração de receita. Em um evento climático severo, uma fábrica, loja ou centro de distribuição pode sofrer poucos danos estruturais, mas permanecer impossibilitada de operar porque fornecedores, transportadores ou parceiros estratégicos foram afetados. “Talvez a maior lacuna de proteção no Brasil não está necessariamente na ausência de seguros, mas no foco equivocado”, explica Ursaia. Segundo ele, as empresas podem sofrer perdas significativas mesmo quando suas próprias instalações permanecem preservadas, caso a interrupção da cadeia comprometa a operação. Nesse cenário, coberturas como Lucros Cessantes por Danos Materiais e Interrupção de Negócios (Business Interruption) ganham relevância. A Alper destaca que essas proteções podem ajudar a reduzir os impactos financeiros provocados pela paralisação das atividades, de acordo com as condições e limites previstos em cada contrato. O risco também varia de acordo com a localização da empresa. O El Niño pode provocar efeitos distintos no território brasileiro, com chuvas intensas e enchentes em determinadas áreas, enquanto outras regiões podem enfrentar seca, queimadas ou restrições que afetam a produção e a logística. Por isso, para empresas com operações em diferentes estados, a proteção precisa considerar as características específicas de cada unidade. A própria Alper afirma trabalhar com uma abordagem consultiva para identificar as necessidades de cada negócio e estruturar soluções customizadas de mitigação de riscos. “A construção da proteção deve partir do mapa de vulnerabilidades do negócio. É necessário entender onde estão os ativos críticos, quais unidades geram mais receita e quais fornecedores são indispensáveis”, detalha Ursaia. Essa avaliação amplia também o papel do corretor de seguros. Em vez de concentrar a conversa apenas no valor dos bens segurados, o profissional pode ajudar o cliente a identificar quais pontos da operação são essenciais para manter a empresa funcionando e quais consequências financeiras poderiam surgir caso determinada atividade fosse interrompida. A preocupação chega também aos níveis mais altos de gestão. Para a Alper, os riscos climáticos já devem ser tratados como uma questão de governança, especialmente diante da maior disponibilidade de dados históricos, modelos preditivos e projeções científicas. “Durante muito tempo, esse tema foi tratado como uma questão operacional ou ambiental. Hoje, ele é um tema de governança. Os eventos climáticos deixaram de ser apenas testes de infraestrutura; passaram a ser testes de governança”, afirma o executivo. Nesse cenário, a discussão sobre seguro patrimonial deixa de ser apenas sobre quanto vale o prédio, a máquina ou o estoque. A questão passa a envolver quanto custa manter a operação parada, quais fornecedores são indispensáveis e por quanto tempo a empresa conseguiria suportar uma interrupção sem comprometer seu caixa. Para o corretor, essa mudança representa uma oportunidade de atuar de forma ainda mais consultiva. O desafio é ajudar o cliente a sair de uma lógica de proteção apenas do patrimônio visível para uma estratégia que considere também continuidade dos negócios, cadeia de suprimentos e capacidade financeira de absorver um evento climático. No fim, a pergunta para as empresas já não é apenas se estão seguradas contra uma enchente, uma seca ou outro evento extremo. É saber se a proteção contratada será suficiente para manter o negócio de pé quando o próximo choque climático acontecer. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/eventos-climaticos-extremos-expoem-lacunas-na-protecao-das-empresas-alerta-alper/?_gl=1*sq5986*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODkxMjQyNzIkbzEkZzEkdDE3ODkxMjQzMTMkajE5JGwwJGgw

  • O custo invisível de viver mais: quem vai pagar pelos últimos 30 anos da sua vida?

    Longevidade transforma a aposentadoria em um desafio que vai muito além de parar de trabalhar; especialistas defendem planejamento financeiro antecipado, diversificação de fontes de renda e uma nova relação com o futuro. Viver mais é uma das maiores conquistas da humanidade. Mas, para milhões de brasileiros, o avanço da longevidade traz uma pergunta que ainda não entrou de forma definitiva no planejamento financeiro: quem vai pagar pela vida depois do trabalho? A questão parece simples, mas envolve uma conta que pode durar duas ou três décadas. Em 2024, a expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou a 76,6 anos, segundo o IBGE. Para quem alcançava os 60 anos, a expectativa era de mais 22,6 anos de vida, em média. Entre as mulheres, esse período chegava a 24,2 anos. Isso significa que a aposentadoria deixou de ser necessariamente um curto capítulo no final da trajetória profissional. Para uma parcela crescente da população, ela pode representar 20, 30 anos ou mais período em que continuarão existindo despesas com moradia, alimentação, lazer, projetos pessoais e, principalmente, saúde. É uma mudança que exige rever uma ideia antiga: a de que aposentadoria é simplesmente o momento em que a renda do trabalho acaba. O desafio agora é fazer com que os recursos acompanhem uma vida que continua. Para Maria Izabel Pedrosa, superintendente da Bradesco Vida e Previdência, a longevidade rompeu o antigo roteiro de estudar, trabalhar e se aposentar. A vida passou a ser composta por diferentes fases, com recomeços, mudanças profissionais e novos projetos. “A aposentadoria, que já foi uma etapa curta no fim da vida, hoje pode durar tanto quanto a própria carreira”, afirma. A consequência é direta: não basta pensar em quanto dinheiro será acumulado até a aposentadoria. É necessário projetar quanto tempo esse patrimônio terá de sustentar a pessoa e como os gastos irão se comportar ao longo dessa jornada. A própria dinâmica do consumo muda com o envelhecimento. Os primeiros anos da aposentadoria podem concentrar gastos maiores com viagens, lazer e realização de projetos adiados durante a vida profissional. Depois, o consumo tende a se acomodar. Mais adiante, porém, despesas relacionadas à saúde e aos cuidados podem ganhar peso. É justamente essa trajetória que torna os primeiros anos da aposentadoria especialmente importantes. Uma retirada excessiva de recursos no início pode comprometer a sustentabilidade financeira dos anos seguintes. A dificuldade começa muito antes da aposentadoria. Segundo a Bradesco Vida e Previdência, um dos erros mais frequentes é deixar a poupança para depois, partindo da ideia de que ainda existe tempo suficiente para recuperar o atraso. O problema é que o tempo é justamente um dos principais aliados da formação de patrimônio. Quanto mais cedo começam as contribuições, maior é o período disponível para acumulação e para que os rendimentos trabalhem sobre os recursos já investidos. Isso não significa que quem começou tarde perdeu a oportunidade, mas muda a dimensão do esforço necessário. Outro erro é subestimar a duração da aposentadoria. Uma pessoa que chega aos 60 ou 65 anos pode estar diante de décadas de despesas. Projetar o futuro considerando apenas uma expectativa média de vida, portanto, pode produzir uma falsa sensação de segurança. Há ainda uma terceira armadilha: imaginar que o dinheiro acumulado será consumido de maneira linear. Na prática, renda e despesas mudam. A saúde pode exigir recursos adicionais, os projetos podem mudar e o cenário econômico pode alterar o poder de compra. Por isso, o planejamento precisa ser revisto ao longo do tempo. Para a Bradesco Vida e Previdência, a previdência privada pode funcionar como uma ferramenta para transformar a disciplina de poupança durante a vida ativa em uma fonte de renda complementar no futuro. A estratégia pode ser ajustada conforme a renda, os objetivos e o momento de vida do participante. A lógica é menos sobre encontrar um valor mágico para a aposentadoria e mais sobre construir uma estrutura financeira capaz de acompanhar uma vida que não tem mais uma duração previsível. A conta da longevidade também é uma conta de saúde Essa discussão ganha outra dimensão quando se observa o envelhecimento populacional. Luciano Silva, head de previdência da Seguros Unimed, chama atenção para o fato de que o envelhecimento deixou de ser uma tendência distante e passou a ser uma realidade estrutural do país. Projeções citadas pela empresa apontam que os idosos poderão representar cerca de 30% da população brasileira até 2050. Nesse cenário, planejar a aposentadoria significa também pensar onde a pessoa vai morar, como terá acesso à saúde e de que maneira conseguirá preservar seu padrão de vida. O ponto é especialmente relevante porque saúde e longevidade caminham juntas e a segunda pode tornar a primeira mais cara. Um indivíduo pode chegar à terceira idade com uma reserva aparentemente confortável e, ainda assim, descobrir que ela não é suficiente para uma vida muito mais longa do que aquela originalmente imaginada. Esse risco é agravado pela falta de educação financeira. Segundo Silva, muitos brasileiros reconhecem que não gostariam de depender exclusivamente do governo na velhice, mas acabam adiando a formação de uma reserva porque as urgências do presente parecem mais importantes. O resultado é uma contradição: as pessoas sabem que precisam se preparar, mas continuam postergando justamente a decisão que poderia reduzir sua dependência futura. A previdência privada entra nesse espaço como instrumento de longo prazo e complementação de renda. A Seguros Unimed também destaca características como a possibilidade de estabelecer contribuições regulares e adaptar a estratégia ao longo do tempo. Mais do que um produto financeiro, porém, a discussão revela uma necessidade de mudança de comportamento: a aposentadoria precisa deixar de ser tratada como um problema para ser resolvido quando estiver próxima. A geração que chega aos 60 não quer necessariamente parar A transformação não acontece apenas no bolso. Ela também está mudando a própria definição de aposentadoria. Antônio Leitão, especialista em longevidade do Instituto de Longevidade MAG, observa que o envelhecimento contemporâneo já não pode ser interpretado a partir da imagem de uma pessoa que chega a determinada idade, deixa o mercado de trabalho e passa a viver exclusivamente de uma renda acumulada. O Brasil já tinha, em 2024, 34,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo os dados apresentados pelo especialista. Nesse cenário, a aposentadoria pode representar duas ou três décadas de vida. E isso significa que o planejamento financeiro precisa conversar com trabalho, saúde, moradia, relações sociais, lazer e propósito. “Viver mais é uma conquista, mas também muda profundamente a forma como precisamos planejar o futuro”, afirma Leitão. A mudança é perceptível na própria relação das pessoas com o trabalho. Parte delas continua trabalhando depois da idade tradicional de aposentadoria, seja por necessidade financeira, seja por escolha, realização pessoal ou desejo de permanecer ativa. A longevidade, portanto, não significa necessariamente uma saída definitiva do mercado. Pode significar uma segunda carreira, empreendedorismo, consultoria, trabalho em jornadas diferentes ou a combinação entre renda do trabalho e renda de investimentos. Essa possibilidade altera também a forma de calcular a aposentadoria. Em vez de uma linha reta acumular até determinada idade e depois consumir, o planejamento pode precisar considerar diferentes fontes de renda em diferentes momentos da vida. O risco de apostar contra a própria longevidade Para João Batista Mendes Ângelo, diretor-estatutário daFenaprevi, um dos maiores erros no planejamento é justamente superestimar o patrimônio acumulado e subestimar a quantidade de anos que ele precisará financiar. O problema pode aparecer quando uma pessoa chega aos 60 ou 65 anos com uma reserva relevante e passa a gastar como se tivesse poucos anos pela frente. “Eu acho que um erro que pode ser cometido é você superestimar a reserva que você acumulou ao longo dos anos”, explica. O raciocínio é particularmente perigoso porque a longevidade não é uma variável estática. Avanços médicos, novas tecnologias, medicamentos e tratamentos têm contribuído para ampliar a duração da vida. Ângelo chama atenção para uma consequência que costuma ficar fora das planilhas: alguém que começou a trabalhar aos 20 anos e encerrou sua trajetória profissional aos 60 acumulou renda durante aproximadamente quatro décadas. Se viver outros 30 ou 35 anos, precisará fazer com que os recursos acumulados sustentem uma etapa que pode se aproximar do período inteiro em que esteve economicamente ativo. É uma conta difícil. E ajuda a explicar por que cada vez mais pessoas estão prolongando sua vida produtiva. Alguns continuam trabalhando porque precisam complementar a renda. Outras porque percebem, aos 60 ou 62 anos, que ainda têm capacidade e disposição para produzir. “Hoje, de alguma maneira, elas estão buscando formas de esticar o período produtivo, de alongar o período produtivo”, afirma o diretor da Fenaprevi. A previdência privada pode desempenhar, nesse contexto, outro papel além da simples acumulação: ajudar a transformar patrimônio em renda. Segundo Ângelo, a disciplina é um dos principais desafios da formação de poupança. A lógica de retirar primeiro o valor destinado ao futuro e organizar depois o orçamento ajuda a transformar a contribuição em hábito. E há uma segunda etapa: a flexibilidade. Uma pessoa pode começar a contribuir com um valor compatível com sua renda e aumentar os aportes conforme sua carreira evolui, além de realizar contribuições adicionais em momentos de maior disponibilidade financeira. Na fase de aposentadoria, essa lógica muda novamente. Em vez de simplesmente retirar valores de maneira aleatória, o participante pode estruturar uma renda para organizar os gastos. É uma mudança importante: o objetivo deixa de ser apenas acumular dinheiro e passa a ser criar uma estratégia para não ficar sem ele. Essa mudança coloca também uma responsabilidade sobre o mercado de seguros e, especialmente, sobre o corretor de seguros. Durante décadas, o planejamento financeiro de boa parte dos brasileiros esteve associado principalmente ao INSS, à compra do imóvel e, quando possível, à formação de alguma reserva. A nova realidade demográfica exige uma combinação mais ampla de soluções. John Liu, diretor de Investimentos e Previdência da Zurich Santander, resume o desafio ao lembrar que o brasileiro está diante de uma situação pouco comum nas gerações anteriores: sair do mercado de trabalho e permanecer aposentado por 20, 30 anos ou mais. Dados do IBGE apontam que uma pessoa que chegava aos 60 anos em 2024 tinha, em média, mais 22,6 anos de vida pela frente. Para Liu, isso exige antecipar a acumulação de recursos e diversificar as fontes de renda futura. A dependência exclusiva da aposentadoria pública aparece entre os principais riscos. Mas não é o único. Começar tarde, ignorar o aumento potencial dos gastos de saúde e subestimar o tempo de vida após a aposentadoria também podem comprometer a sustentabilidade financeira. Nesse sentido, a previdência privada não deve ser apresentada como uma solução isolada, mas como parte de uma estratégia de longo prazo. O produto permite contribuições regulares, aplicação dos recursos em fundos compatíveis com diferentes perfis e, na fase de utilização, flexibilidade na forma de recebimento. O princípio é simples: quanto mais longa a vida, maior a necessidade de diversificar não apenas os investimentos, mas também as fontes de renda que irão sustentá-la. Durante muito tempo, o planejamento para a aposentadoria foi tratado como uma questão de idade: “Quando vou parar de trabalhar?”. A longevidade obriga a substituí-la por uma questão muito mais complexa: “Que vida eu quero ter depois que o trabalho deixar de ser minha principal fonte de renda e como vou pagar por ela?.” A resposta envolve patrimônio, previdência, investimentos, seguros, saúde e, em muitos casos, a possibilidade de continuar trabalhando. Também exige reconhecer que não existe um único perfil de aposentadoria. Para alguns, será o momento de viajar. Para outros, cuidar da família. Haverá quem queira empreender, estudar, mudar de profissão ou simplesmente trabalhar menos. Por isso, o planejamento não pode ser baseado apenas em uma idade de saída do mercado. “O principal conselho é encarar a longevidade como uma conquista que exige preparação”, afirma Liu. Leitão, da MAG, amplia essa visão ao defender que autonomia não significa necessariamente parar de trabalhar. Para ele, autonomia é ter condições de decidir. Essa talvez seja a melhor tradução do novo desafio da longevidade: o objetivo do planejamento não é garantir que uma pessoa nunca mais precise trabalhar. É garantido que ela possa escolher se quer continuar trabalhando. Para o corretor de seguros, abre-se aí uma oportunidade que vai além da comercialização de um produto. Entender a longevidade permite transformar uma conversa sobre previdência em uma conversa mais ampla sobre proteção, renda, saúde, patrimônio e futuro. A vida pode estar ficando mais longa. A pergunta é se o planejamento financeiro está crescendo na mesma velocidade. Porque os últimos 20 ou 30 anos da vida não são apenas uma estatística demográfica. São anos que precisarão ser financiados e, para milhões de brasileiros, a conta começa a ser construída muito antes de chegar aos 60. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/o-custo-invisivel-de-viver-mais-quem-vai-pagar-pelos-ultimos-30-anos-da-sua-vida/?_gl=1*168ln1p*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODg5NzIwMjMkbzEkZzAkdDE3ODg5NzIwMjMkajYwJGwwJGgw

  • Seguro: quando começa a contar o prazo de 30 dias para a indenização?

    A nova legislação de seguros estabeleceu prazos para a regulação e a liquidação de sinistros, mas a aplicação das regras ainda gera dúvidas entre segurados e corretores. Uma das principais questões envolve a contagem dos 30 dias previstos para que a seguradora analise se determinado evento possui cobertura e se, posteriormente, a indenização será paga. De acordo com a Susep, o prazo de 30 dias para a regulação começa a contar quando o segurado apresenta a reclamação do sinistro acompanhada de toda a documentação prevista nas condições contratuais e no documento que comprova o seguro, como apólice, certificado ou bilhete. “A seguradora terá o prazo máximo de 30 (trinta) dias para realizar a regulação do sinistro, isto é, para se manifestar sobre a existência ou não de cobertura para o evento reclamado”, esclarece a autarquia. A orientação também significa que o segurado não precisa aguardar uma solicitação da seguradora para iniciar o processo. Cabe a ele apresentar, junto com a reclamação, os documentos essenciais indicados no contrato. “A reclamação de sinistro deve ser acompanhada dos documentos essenciais à sua regulação, os quais estão listados nas condições contratuais do seguro e no documento probatório do contrato”, afirma a Susep. Caso a seguradora identifique a necessidade de documentos adicionais, entretanto, poderá fazer uma solicitação complementar, desde que apresente uma justificativa. Essa possibilidade é importante porque pode alterar o tempo total do processo, embora não faça o prazo de 30 dias começar novamente. “Não. A solicitação de documentos complementares não reinicia nem interrompe o prazo, mas pode suspendê-lo”, explica a Susep. Na prática, se um documento adicional for solicitado dez dias depois do início da análise, por exemplo, a contagem fica suspensa até que o segurado entregue o material. Depois disso, o prazo é retomado de onde havia parado. Nesse caso, a seguradora teria ainda 20 dias para concluir a manifestação. A quantidade de suspensões também possui limites. Nos seguros de automóveis e nos contratos com valor segurado de até 500 salários mínimos, a suspensão pode ocorrer uma única vez. Nos demais seguros, pode acontecer no máximo duas vezes. Depois de reconhecida a cobertura, começa a etapa de liquidação, que envolve a apuração do valor devido e o pagamento da indenização. Segundo a Susep, também há um prazo máximo de 30 dias para essa etapa. “Reconhecida a cobertura, a seguradora terá o prazo máximo de 30 (trinta) dias para realizar a liquidação do sinistro e efetuar o pagamento da indenização”, informa a autarquia. Com isso, em um caso de indenização integral de automóvel, por exemplo, o prazo total pode chegar a 60 dias a partir da entrega da documentação necessária: até 30 dias para a regulação e outros 30 dias para a liquidação, caso não haja solicitação de documentos complementares. “Se não houver solicitação de documentos complementares, o prazo máximo será de 60 dias contados a partir da entrega dos documentos listados nas condições contratuais e no documento probatório do contrato”, esclarece a Susep. Esse período, porém, pode ser maior caso haja uma solicitação complementar devidamente justificada, já que a contagem fica suspensa enquanto o segurado não apresenta os documentos solicitados. A legislação determina ainda que, sempre que possível, as etapas de regulação e liquidação sejam realizadas simultaneamente para dar mais agilidade ao processo. Há ainda situações específicas em que os prazos podem ser ampliados. Nos seguros de riscos de petróleo, riscos nomeados e operacionais, global de bancos, aeronáuticos, marítimos, de riscos nucleares e de crédito interno e à exportação contratados por pessoas jurídicas, tanto a regulação quanto a liquidação podem ter prazo de até 120 dias. Nesse cenário, o corretor tem papel importante para evitar que falhas ou atrasos na documentação prolonguem o processo. O profissional pode orientar o segurado sobre os documentos previstos no contrato e verificar se o material apresentado está completo e adequado ao caso. “O corretor pode assistir o segurado e o beneficiário durante o processo de regulação e liquidação do sinistro”, destaca a Susep. A atuação preventiva pode ser especialmente relevante em situações como a perda total de um veículo, nas quais o segurado precisa passar por diferentes etapas até receber a indenização. Ao conhecer previamente as exigências do contrato, o corretor pode ajudar a reduzir a necessidade de pedidos complementares e tornar o processo mais ágil. Para a Susep, portanto, o prazo de 30 dias não deve ser interpretado isoladamente. O momento em que a contagem começa, a eventual solicitação de documentos complementares e a separação entre regulação e liquidação são fatores que determinam o tempo efetivo até o pagamento. As regras reforçam, assim, a importância de o segurado apresentar corretamente a documentação desde o início e de o corretor acompanhar o processo de perto, ajudando o cliente a compreender seus direitos e obrigações ao longo da jornada do sinistro. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA:https://cqcs.com.br/noticia/seguro-quando-comeca-a-contar-o-prazo-de-30-dias-para-a-indenizacao/?_gl=1*1j1d236*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODg0MzY2MzIkbzUkZzEkdDE3ODg0MzY2NTkkajMzJGwwJGgw

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    25/08/2026 - Veiculo em desmontagem das peças danificadas para iniciar os reparos. 28/08/2026 - Iniciando os reparos. 01/09/2026 - Em preparação para pintura.

  • Advogada é presa suspeita de mandar matar o marido por seguro de R$ 1 milhão

    Uma advogada de 47 anos foi presa pela Polícia Civil, suspeita de ter planejado a morte do próprio marido por causa de um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. Mais dois homens, de 27 e 30 anos, também foram presos, suspeitos de participação no homicídio. O biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira, de 45 anos, foi morto em Goiatuba , no sul de Goiás. Como as identidades dos suspeitos não foram divulgadas pela polícia, o g1 não conseguiu localizar as suas defesas. Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que a investigada não possui inscrição nos quadros da seccional goiana. Disse, porém, que, mesmo assim, a subseção foi notificada; e acompanha as diligências policiais para assegurar as prerrogativas profissionais cabíveis (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). De acordo com o delegado Patrick Carniel, Aurélio, que tinha uma laboratório, foi morto no dia 30 de abril. O corpo foi localizado abandonado em uma estrada de difícil acesso, na zona rural do município, dias depois. Segundo a investigação, o empresário foi executado com pauladas no rosto e tiro de espingarda. De acordo com a Polícia Científica, a perícia identificou 26 perfurações no corpo, sendo a maioria causada por arma do tipo espingarda. O corpo de Aurélio foi levado até a zona rural em um carro alugado, cujo aluguel estava em nome dele mesmo. O veículo também foi abandonado, mas em outro local, igualmente ermo. Dinâmica do crime Segundo o delegado, antes de ser morto Aurélio recebeu uma substância de uso veterinário com propriedades sedativas. O objetivo, segundo a polícia, era deixá-lo vulnerável durante o crime. Na noite do crime, por volta das 21h40, a esposa teria filmado o marido já deitado na cama, sedado, e enviado o vídeo para os comparsas. Os homens eram clientes dela e teriam participado da ação em troca de R$ 50 mil, que seriam divididos entre eles. O valor, contudo, segundo o delegado, não chegou a ser pago. Pouco tempo depois, a mulher deixou a casa com a filha de 13 anos, fruto de outro relacionamento, para levá-la ao hospital. Enquanto ia ao hospital, os homens entraram na casa e mataram Aurélio. As investigações também apontaram que a mulher teria se encontrado com os dois comparsas e entregado luvas para eles usarem durante o homicídio. Após o crime, os dois foram beber em um bar e pediram que a conta fosse paga pela esposa de Aurélio. Segundo as investigações, por volta da 0h40 do dia 1º de maio, a mulher voltou para casa, após a retirada do corpo. Ela, então, fotografou o ambiente do crime e enviou as fotos para os comparsas, para indicar os rastros deixados pela execução. “O desaparecimento da vítima, contudo, somente foi comunicado às autoridades por volta das 6h”, afirmou a polícia, em nota. Pesquisas por venenos De acordo com o delegado, fatos que aconteceram bem antes do crime apontam para uma ação planejada pela esposa, como pesquisas realizadas por ela na internet relacionadas a efeitos de plantas tóxicas e venenos. Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi que o seguro de vida de R$ 1 milhão em nome de Aurélio havia sido contratado cerca de quatro meses antes da morte, tendo a esposa como única beneficiária. Além disso, a mulher conseguiu convencê-lo a adotar a sua filha pouco tempo antes do crime. A mulher e os comparsas foram presos preventivamente A Polícia Civil informou que as investigações ainda estão em andamento para o completo esclarecimento das circunstâncias do homicídio, além da exata participação individual de cada investigado. Leia a íntegra da nota da OAB-GO: “A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), por meio da Subseção de Goiatuba, informa que a profissional investigada não possui inscrição nos quadros da seccional goiana. Ainda assim, a subseção foi devidamente notificada; e acompanha as diligências policiais com o objetivo de resguardar a estrita legalidade dos atos e assegurar as prerrogativas profissionais cabíveis. A Seccional esclarece ainda que o caso será formalmente encaminhado para análise do Tribunal de Ética e Disciplina (TED). A OAB-GO reitera seu compromisso com o devido processo legal e a observância irrestrita da conduta ética no exercício profissional”.

  • Informalidade desafia proteção de renda e amplia espaço para seguros de vida e previdência

    informalidade continua sendo uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro e amplia a exposição de milhões de profissionais a riscos financeiros. Segundo a PNAD Contínua do IBGE, a taxa de informalidade ficou em 39,39% no terceiro trimestre de 2025, ante 40,34% no mesmo período de 2024. O cenário representa cerca de quatro em cada dez trabalhadores nessa condição. Estima-se de acordo com esses dados que aproximadamente 40 milhões de pessoas estão sem as garantias típicas do emprego formal. Para trabalhadores autônomos e empreendedores, um afastamento provocado por doença, acidente ou incapacidade pode comprometer diretamente a principal fonte de renda. Sem a mesma estrutura de proteção associada ao emprego formal, esses profissionais precisam construir individualmente mecanismos para reduzir o impacto financeiro de imprevistos. Na avaliação de Simone Magalhães, especialista em Seguro de Vida, um dos principais riscos é justamente aquele que muitas vezes não é percebido pelo trabalhador: a perda temporária ou definitiva da capacidade de gerar renda. Para ela, a relação entre trabalho e renda é especialmente direta entre quem atua por conta própria. “Para quem trabalha por conta própria, a renda está diretamente ligada à capacidade de trabalhar. Se esse profissional adoece, sofre um acidente ou fica incapacitado, ele pode não ter a mesma estrutura de proteção vinculada a um emprego formal e precisa, muitas vezes, construir individualmente essa rede de segurança.” A especialista também aponta uma barreira comportamental. Segundo Simone, parte dos autônomos ainda acredita que o seguro de vida tem custo elevado: “O seguro de vida pode ser dimensionado de acordo com a realidade, a renda, a profissão e as necessidades de cada pessoa. Por isso, a pergunta não deveria ser apenas ‘quanto custa um seguro?’, mas principalmente: ‘qual seria o impacto financeiro se eu tivesse que parar de trabalhar amanhã, por causa de um imprevisto que não controlo, não é da minha vontade e não tenho como evitar?’” Nesse contexto, seguros de vida com coberturas de invalidez podem funcionar como uma ferramenta de proteção financeira diante de eventos capazes de comprometer a capacidade de trabalho, sempre de acordo com as condições previstas na apólice. Já a Previdência Privada atua em outra frente: o planejamento de longo prazo. Para Simone, os dois instrumentos podem cumprir funções complementares. Enquanto o seguro de vida ajuda a proteger o presente diante de imprevistos, a Previdência contribui para a formação de uma reserva para o futuro. “O seguro de vida tem um papel importante tanto na proteção em caso de morte quanto nas coberturas que podem ser utilizadas em vida, como as relacionadas à invalidez e outras situações previstas na apólice. O objetivo é proteger financeiramente o cliente diante de eventos que podem comprometer sua capacidade de trabalhar e, consequentemente, sua renda.” A especialista destaca que a proteção precisa considerar as características de cada pessoa. Profissão, renda, responsabilidades e riscos devem ser avaliados antes da definição das coberturas. “Já a Previdência Privada entra em uma outra dimensão: o planejamento do futuro. Existe uma falsa sensação de que teremos capacidade de trabalhar e gerar renda para sempre. Não teremos. A capacidade produtiva é finita e, por isso, precisamos transformar parte da renda de hoje em planejamento para o amanhã.” Segundo ela, a Previdência também pode contribuir para a educação financeira e funcionar como complemento ao INSS, ajudando o trabalhador a formar uma reserva para uma fase em que a renda proveniente do trabalho poderá ser menor. “Por isso, seguro de vida e Previdência Privada não devem ser vistos necessariamente como produtos concorrentes. Pois cumprem papéis complementares: um ajuda a proteger o presente diante dos imprevistos; o outro ajuda a construir o futuro.” A diversidade das atividades exercidas por trabalhadores autônomos e informais também representa um desafio para a criação e distribuição de soluções de proteção. Na visão de Simone, seguradoras precisam considerar as particularidades desse público para ampliar o acesso a produtos mais adequados. “Acredito que o mercado de seguros precisa olhar com mais atenção para a diversidade das atividades profissionais exercidas pelos trabalhadores autônomos e informais.” Ela explica que os corretores encontram dificuldades para enquadrar determinadas atividades profissionais nas regras existentes e que, mesmo quando o enquadramento é possível, nem sempre todas as coberturas necessárias estão disponíveis. Entre os riscos que merecem atenção está o afastamento temporário provocado por doença ou acidente. Para quem trabalha por conta própria, a interrupção da atividade pode significar uma redução imediata ou até a perda da renda, enquanto despesas como aluguel, alimentação, escola dos filhos e financiamentos continuam existindo. “É importante separar duas coisas: acesso à saúde e proteção financeira.” A especialista reconhece o papel do SUS no atendimento à população, mas destaca que o tratamento de saúde não necessariamente resolve o impacto financeiro provocado pela interrupção do trabalho. “O tratamento pode estar garantido, mas quem paga as contas enquanto esse trabalhador não pode trabalhar?” Para ela, o desenvolvimento de soluções mais aderentes às diferentes atividades profissionais poderia ampliar a proteção desse público e, ao mesmo tempo, facilitar o trabalho dos corretores. “Isso também facilitaria o trabalho do corretor e permitiria que ele oferecesse uma proteção mais adequada, em vez de simplesmente adaptar o cliente às limitações de um produto.” Outro ponto destacado é a necessidade de tornar as soluções acessíveis a diferentes faixas de renda. Simone ressalta que não existe um valor único de seguro adequado para todos os clientes. Em sua experiência, alguns planejamentos consideram um custo de proteção de até 3% da renda líquida, mas ela ressalta que esse percentual não deve ser tratado como regra. “Não importa apenas quanto a pessoa ganha. Importa entender o que ela precisa proteger.” A ampliação da proteção entre trabalhadores autônomos e informais também depende da forma como o corretor aborda esse público. Para Simone, a venda de um produto sem antes compreender as necessidades do cliente tende a ser menos eficiente. “No seguro de vida, simplesmente oferecer um produto dificilmente funciona. Antes de vender uma solução, o corretor precisa entender o problema.” Ela compara a atuação do corretor à de um médico, que primeiro investiga o histórico e identifica os riscos antes de recomendar um tratamento. Na mesma lógica, o profissional de seguros deve entender como o cliente gera renda, quem depende financeiramente dele e quais acontecimentos poderiam comprometer sua capacidade de trabalho. “A venda consultiva começa com uma consulta. Precisamos entender quem é aquele cliente, como ele gera renda, quem depende financeiramente dele, quais são suas responsabilidades, quais riscos podem interromper sua capacidade de trabalhar e qual seria o impacto financeiro de uma doença, acidente, invalidez ou morte.” Essa abordagem pode ser especialmente relevante entre trabalhadores informais, que precisam conciliar proteção diante de imprevistos com planejamento financeiro de longo prazo. “A partir desse diagnóstico, o corretor consegue apresentar uma solução coerente com aquilo que o próprio cliente identificou como prioridade.” Para a especialista, o profissional não deve iniciar a conversa pela apólice, mas pela realidade do cliente. Nesse modelo, o seguro passa a ser apresentado como parte de uma estratégia de proteção financeira, e não apenas como uma despesa. Para os trabalhadores autônomos e informais, a discussão pode envolver tanto a continuidade da renda diante de imprevistos quanto a preparação para o futuro. “O papel do corretor, portanto, vai muito além de intermediar a contratação de um produto. É atuar como um consultor de proteção financeira, ajudando o cliente a identificar vulnerabilidades que muitas vezes ele nunca havia parado para calcular.” Concluiu Simone. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA:https://cqcs.com.br/noticia/informalidade-desafia-protecao-de-renda-e-amplia-espaco-para-seguros-de-vida-e-previdencia/?_gl=1*1w5dx9i*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODc4Mjc0MjkkbzMkZzEkdDE3ODc4Mjc0NzkkajEwJGwwJGgw

  • “Na gestão de riscos, o mais importante é o seguro rural”, diz especialista

    Um estudo feito pela Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro aponta que a máxima “mais vale prevenir do que remediar” segue fazendo sentido. Feito pelo Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, aponta que o gasto anual estimado para a renegociação, R$ 3,6 bilhões, poderia garantir 20 milhões de hectares segurados no campo. A coluna entrevistou o coordenador do observatório, Pedro Loyola.Confira trechos da entrevista. Qual o objetivo do mapeamento feito? Esse estudo traz elementos para que a gente pense um pouco na qualidade do gasto público. Não estamos falando de trocar a renegociação, que é necessária e que o produtor deve ter acesso para conseguir prosseguir a sua vida, mas temos de começar a pensar na prevenção. Essa renegociação foi feita através de um acúmulo, alavancagem do produtor, financeira, por conta também dos problemas climáticos de preço e outros que ocorrem na agricultura. Então, pensamos em fazer um estudo mostrando o quanto poderia ser poupado, vamos dizer assim, com esse recurso, de futuras renegociações de dívidas. O estudo aponta que que o impacto fiscal da renegociação, por ano, estimado em R$ 3,6 bi, equivaleria a 20 milhões de hectares segurados. Estamos falando de capitais segurados de R$ 112 bilhões de reais, o equivalente a 398 mil operações apólices e uma área de 20 milhões de hectares. No ano passado, tivemos, de área plantada no Brasil, arredondando, em torno de 97 milhões de hectares e fizemos apenas 3,3 milhões de hectares com seguro, com apoio do governo, governo, mais em torno de 4 milhões (de hectares) de Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), que dá um pouco mais de 7 milhões (de hectares). O ano que mais tivemos seguro no Brasil foi 2021: chegamos a ter 18 milhões de hectares no Brasil (seguro e Proagro) e, agora, reduzimos para menos de 8 milhões de hectares. Qual o problema disso? É que estamos renegociando uma dívida sem um instrumento do governo que garanta a esse produtor que conseguirá pagar a dívida. É um pouco preocupante para o tamanho do nosso país, termos neste ano, menos de 3% de área segurada e mais um pouquinho no Proagro. Como é a proporção da área segurada em relação a outros países? Estamos muito aquém de países como Estados Unidos, que aplica cem vezes mais recursos no seguro rural que o Brasil. A Espanha, por exemplo, que aplica o equivalente a R$ 2 bilhões de em seguro rural, aplica mais de três vezes recursos do que o Brasil, sendo que a economia agrícola da Espanha é 10 vezes menor que o Brasil. E o tamanho territorial da Espanha, para terem uma ideia, é praticamente um pouquinho menor que Minas Gerais. Nosso país ainda não entendeu que na gestão de riscos agropecuários o mais importante é o seguro rural e também o Proagro. Esses instrumentos precisam ser reforçados, principalmente neste ano que estamos com um El Niño de alta intensidade, que pode trazer para a Região Sul problemas de chuvas excessivas, enchentes. De quem é a tarefa de reforçar os instrumentos de gestão de risco? Quando se fala em subvenção, é a participação dos recursos públicos em parte do custo, quando se fala do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). E a gente tem o Proagro, que é um programa para minimizar riscos climáticos e que atinge uma parcela específica de produtores, porque está ligado aos financiamentos que são da agricultura familiar. No estudo, há uma frase que diz: “A renegociação recupera liquidez, o seguro transfere o risco”… Estamos falando que é importante trazer a prevenção através do seguro. E que esse seguro vai recuperar o capital que esse produtor teria com a produção para pagar financiamento, dar liquidez para o fluxo de caixa, de passagem de safra. A renegociação de dívida dá aquela liquidez de curto prazo para resolver o problema naquele momento. Não tem essa visão de longo prazo do seguro. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/na-gestao-de-riscos-o-mais-importante-e-o-seguro-rural-diz-especialista/?_gl=1*aqnllm*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODc2NTcxMTAkbzIkZzEkdDE3ODc2NTcxMzkkajMxJGwwJGgw

  • Elétricos e híbridos enfrentam custos maiores no seguro

    O crescimento da venda de veículos elétricos e híbridos no Brasil ainda não foi suficiente para reduzir de forma significativa o custo do seguro desses modelos. Apesar do avanço da eletrificação da frota, fatores relacionados ao histórico de sinistros, ao preço das peças e à estrutura de reparação continuam influenciando a formação das apólices. Para Augusto Esteves, presidente da UCS (União dos Corretores de Seguros) e presidente do Conselho de Administração da Bagueira Corretora de Seguros, um dos principais fatores é justamente a falta de um histórico amplo sobre o comportamento desses veículos. “O crescimento das vendas é importante, mas ainda estamos falando de uma frota relativamente nova quando comparada à dos veículos a combustão”, explica. Segundo ele, as seguradoras ainda precisam acumular dados sobre frequência e severidade dos sinistros, custos de reparação e comportamento dos diferentes modelos ao longo do tempo. Além da falta de histórico, a própria composição dos veículos eletrificados influencia o custo. Baterias e sistemas eletrônicos estão entre os componentes de maior valor e, em determinados casos, os reparos exigem profissionais com conhecimento específico. “Tudo isso pode aumentar o custo de um sinistro e acaba sendo considerado na formação do preço do seguro”, afirma Esteves. A redução dos preços dos seguros também passa pela evolução do mercado de reparação. Com o aumento da frota, a expectativa é de que haja maior disponibilidade de peças, expansão da rede de oficinas capacitadas e formação de profissionais especializados. Na avaliação de Esteves, outro movimento importante será ampliar a possibilidade de reparar componentes em vez de substituí-los integralmente, sempre que isso for tecnicamente viável. “Com mais escala, concorrência e conhecimento técnico na cadeia de reparação, os custos dos sinistros podem diminuir e essa evolução tende a aparecer também na precificação do seguro”, destaca. Esse processo pode ser especialmente relevante para veículos que possuem componentes de alto valor. Quanto maior a possibilidade de realizar reparos específicos, menor tende a ser o impacto financeiro de determinados sinistros para seguradoras e consumidores. Mais dados podem mudar a precificação O aumento da frota eletrificada também deve proporcionar às seguradoras uma base de informações mais robusta para avaliar os riscos. Com mais veículos circulando e mais sinistros registrados, será possível identificar diferenças de comportamento entre modelos e tecnologias. “Quanto maior a frota, maior será a quantidade de informações disponíveis para uma precificação mais precisa”, afirma o presidente da UCS. Esse amadurecimento pode levar a uma análise mais segmentada dos veículos elétricos e híbridos. Em vez de tratar toda a frota eletrificada como uma categoria de maior risco, as seguradoras poderão considerar características específicas de cada modelo, como sinistralidade, custos efetivos de reparação e perfil de utilização. Para Esteves, essa evolução deve ocorrer de forma gradual. “É um processo de amadurecimento”, resume. A tendência, segundo ele, é que o avanço da eletrificação também leve seguradoras, oficinas, fabricantes e corretores a adquirir maior conhecimento sobre esses riscos e desenvolver soluções mais adequadas ao novo perfil de consumidor. Com a expansão da frota e a consolidação da cadeia de reparação, os custos envolvidos nos sinistros poderão se tornar mais previsíveis, criando condições para uma precificação cada vez mais precisa. FONTE: CQCS LINK DA MATÉRIA: https://cqcs.com.br/noticia/eletricos-e-hibridos-enfrentam-custos-maiores-no-seguro/?_gl=1*xm8su8*_up*MQ..*_ga*MTk5MTY4MzY1My4xNzc3OTk1NTMz*_ga_J1YKWKZTMM*czE3ODczMjEyMDgkbzEkZzEkdDE3ODczMjEyMzMkajM1JGwwJGgw

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